Sobre o comportamento das coisas
Achei essa frase antotada em um dos meus mil caderninhos antigos: “Não quero saber como as coisas se comportam, quero inventar comportamento para as coisas.” Embaixo diz que é do Manuel de Barros.
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Esse é um arquivo com a apresentação incluuindo etapa por etapa do processo de elaboração do meu trabalho feito durante esse semestre na ETSAM. O título é: Casa campo|madrid.
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Para essa última etapa do projeto, tivemos que apresentar uma casa dentro do terreno em que estávamos trabalhando. Passamos grande parte do semestre fazendo análises do entorno, do terreno e de nossas intenções. Nunca imaginávamos como seria o resultado final; a proposta dos professores era clara: o projeto deveria ter um caráter evolutivo, e a forma final seria uma resposta volumétrica aos problemas que íamos encontrando ao longo desse desenvolvimento.
Hoje, depois das quatro etapas que resumem meu processo de elaboração do projeto (podem ser vistos aqui: I, II, III, IV), apresento o seguinte resultado:



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Os que atravessam um edifício
“…los patios en altura son espacios de comunes abiertos a visiones perspectivas cruzadas en todas direcciones. Los pájaros, el viento y el sol atraviesan el edificio.” Do texto sobre o edifício Celosía, da arquiteta Blanca Lleó.
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Para a elaboraçao de uma casa unifamiliar, nessa etapa de projeto, trabalhei com movimentos topográficos. Toda a geometria traçada está com base nos cones visuais determinados na maquete da Parte II desse projeto. Os ângulos formam ao centro um corredor, que é o passeio estruturador “norte x sul” do terreno. Em ambas laterais desse passeio, haverá um gramado, e sua inclinaçao impede que se veja as construçoes vizinhas. Esse corredor aberto, ao fundo, se expande a um enorme jardim de forma triangular, que também segue os traços da maquete anterior. Ao redor dele, se situará o programa típico para uma casa de família – à direita, em planta, estará a zona íntima, com quartos, saleta e suíte; e, à esquerda, a social, com salas, cozinha espaço para serviço. Logo no extremo norte do terreno, está situada uma franja, que será um espaço reservado para o jardim mais denso, como uma espécie de pequeno parque, para representar a intençao de trazer o bosque (do outro lado da estrada), para dentro do terreno. Tudo o que se vê desde esse pedaço da cidade será o céu, o parque e o sol.


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Um pensamento “en construcción”
Há duas semanas, montei com uma amiga um trabalho de pesquisa sobre arquitetura contemporânea. Escolhemos uma série de escritórios madrilenhos que mais nos identificamos; agora, estamos em um processo de agendar visitas, entrevistas, fotografar e conhecer algumas obras dos escritórios na cidade. Para que esse trabalho tomasse corpo, abrimos um blog, onde já começamos a publicar todo tipo de informaçao que se relacione ao projeto. En construcción – o nome que demos a esse processo de conhecimento e pesquisa sobre a atual arquitetura espanhola, nasceu assim:
“(…) nada mais nada menos, que de uma simples conversa descompromissada sobre o que é arquitetura comtemporânea, seus rumos e pensamentos. Queríamos, no início, apenas conhecer os principais escritórios de Madri, bater um papo com os arquitetos e sair dali com a impressão que fosse – sem pretensão alguma. No entanto, nos envolvemos muito mais do que imaginávamos.” (Parágrafo retirado da página Apresentaçao, do blog En construcción)
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Alquiler de azoteas – em vídeo
O vídeo sobre a receita do projeto “Alquiler de azoteas” do Receitas Urbanas, citado no post anterior.
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A melhor receita do cozinheiro
Recetas Urbanas é um escritório sevilhano que usa a arquitetura para fazer intervençoes na cidade. Nao vende projetos, é muito mais interessante que isso. Publica “receitas” para uma arquitetura auto-construtiva. Nelas, se percebe a mistura de materiais baratos, espaços abandonados e esquecidos, e muita criatividade. Abaixo está um dos projetos do escritório, o Alquiler de azoteas, que traduzido seria: “aluguel de lajes” – onde se explica, como em uma receita do livrinho da vovó, passo a passo da montagem de uma casa na laje de um edifício.

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Bom gosto
Ana Julia Andrade BLOG – um blog (sobre design e arquitetura) de bom gosto.
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Recebi, outro dia, um email do meu irmao com um link para o blog do Daniel Piza. O texto Arquitetura da resistência, tem umas frases excelentes que definem bem a arquitetura de Sao Paulo:
“Cidade “muito eclética, que se destrói e se reconstrói”.”
“Prédios que resistem ao tempo, que somam design e humanismo.”
E a melhor de todas,
“Um predinho comercial cujo exterior as plantas e os musgos vão modificar com o passar do tempo.”
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Uma testemunha
“La arquitectura es el testigo menos sobornable de la historia.” - Octavio Paz
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Esta maquete é o estudo de volumetria sobre o terreno, onde o projeto começa a tomar uma forma mais concreta. As linhas traçadas na base têm os ângulos baseados nos do trabalho anterior (o da Parte II). O que a maquete apresenta, mais do que plataformas ou tetos – que é o que parece -, é o desenho de uma topografia artificial provocada pela vontade de manter com rigidez os ângulos visuais desde onde se veja os espaços verdes e se negue as construçoes. A partir de agora, só se pode trabalhar em branco – e eu ainda nao entendi porquê.


Material de trabalho:
Placas volumétricas em papel pluma, base em isopor e tampa de papelao de marmita com traços em grafite e apoio nos limites em alfinetes.
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Entre curvas

Foto (por Ingrid Ori) de nossos trabalhos, no ateliê de desenho da faculdade.
No cavalete da direita está o trabalho da Ingrid; e no da esquerda, o meu.
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A partir da idéia anterior (explicada em Parte I), comecei a criar uma nova maquete que repesentasse com mais precisao minhas intençoes. Nessa segunda fase do trabalho, excuí do modelo aquilo que nao me deixava segura ao projetar, e me empenhei traçar os campos de visao da maneira mais detalhada e fiel à realidade. O resultado é a maquete das fotos abaixo. Tudo o que está em verde representa os ângulos das vistas desde o terreno ao bosque; em azul, aqueles que sao desde o terreno às construcoes vizinhas; e, em roxo, vistas enfocadas às torres da zona norte de Madri.



Material de trabalho:
Base de isopor encapada com cartolina preta e tachinhas; desenho do entorno e da malha geométrica do terreno em grafite sobre cartolina; esquinas das construçoes, parte do bosque e pontos da malha visual em alfinetes; estrada em plástico translúcido; campos visuais e bosque em linhas coloridas sobrepostas; e, claro, paciência.
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E levantará o Mundo
Para os que arriscam ler em espanhol, este é um link para o texto Dadme un laboratório y llevantaré el mundo - de Bruno Latour. Texto obrigatório para os que fazem parte e os que pretendem entender o “Laboratório de Projeto” desse semestre na ETSAM.
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Esse semestre, na faculdade, a proposta na cátedra do professor Iñaki Ábalos, com a professora Renata Sentkiewcz, é ensinar uma nova maneira de projetar. A idéia é desenvolver um projeto a partir de elementos externos, analisando-os como se trabalhássemos em um laboratório. Como um primeiro passo, desenvolvi a maquete da foto abaixo, onde pontuo os elementos a levar em conta para tal estudo. A maquete funcionou para mim como um croqui, um primeiro rabisco em três dimensoes. A intençao para os passos do projeto surguiu ao tentar compreender o que faz com que um pai de familia compre um terreno situado em um bairro rico e periférico de Madri. Pensando que o que ele gostaria de ter seria o máximo de tranquilidade possível, o que decidi foi trabalhar com a idéia de reproduzir uma “casa no campo”. Para isso, seria necessário excluir do ponto de vista dos moradores todo e qualquer elemento que lembrasse cidade, tudo o que é construido e está fora do terreno, sons que lembrassem a vida urbana; e como consequência, levar tudo aquilo que fizesse recordar que a pessoa estivesse no campo, rodeada de espaços verdes. Nessa maquete, procurei representar: a intensidade do ruido da estrada que bordeia um lado do terreno, as construçoes a serem excuidas da vista, a aproximaçao dos espaços verdes naquilo que se vê e no que nao se vê.


Material de trabalho:
Base geral em papel paraná com desenho em grafite; base do terreno em papel pluma; muros de exclusao em plástico translúcido; gotículas de ar em fio de naylon; ondas sonoras e núcleo de Madri em arame; zonas verdes em post-it.
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Em quatro escalas
A parte mais bonita da entrevista com Corrêa do Lago, para o Aliás desse sábado:
“O único interesse de Brasília é preservá-la. Sempre cito uma frase que li certa vez na revista The Economist: Brasília é, a um só tempo, a glória e o túmulo do ideal modernista. Ninguém construiu no século 20 um exemplar tão forte dos ideais modernistas. E justamente por tê-la construído, revelamos os limites desses ideais. Se você “normalizar” a capital, ela passa a ser mais uma horrenda cidade brasileira. Apesar de eu achar que devem ser feitas microintervenções em áreas mais complicadas, a preservação do plano original é o que dá ao Brasil o título de país que, no século 20, executou o mais importante projeto arquitetônico de uma era. Eventuais concessões para normalização de Brasília têm de ser muito cuidadosas, não podem ferir sua concepção original. Claro que seria muito mais prático para os moradores da Place Vendôme abrir uma padaria lá, mas ninguém vai fazer isso. A praticidade é coisa muito perigosa na dimensão artística. Deixe-me dizer o que eu julgo alterável no plano. Lucio Costa acentuava que Brasília deveria ter quatro escalas importantes: a residencial, a monumental, a gregária e a bucólica. A dimensão residencial é basicamente a das superquadras e casas. A monumental, toda aquela parte dos ministérios, palácios, etc. A bucólica diz respeito às áreas verdes. E a parte gregária é a dos espaços de convivência, onde as pessoas se encontram. O maior insucesso de Brasília está na dimensão gregária. Brasília não tem o convívio das esquinas.”
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Arquiteto: uma profissão
Cria, investiga, constrói, ilusiona e transforma. Ainda assim, te parece sem graça?
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5 acciones en 3 minutos
Dia 11 de dezembro postei sobre a quarta entrega de Projeto do semestre passado: um filme que resume as ações que queremos levar ao bairro de Tetuán, em Madri. Quem gostou do primeiro, não pode deixar de ver o segundo.
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Os contos de B.I.G.
Sempre que eu entro no site do BIG ARCHITECTURE (Bjarke Ingels Group) - um escritório dinamarquês, só saio quando sou obrigada a desligar o computador. Isso não costuma acontecer com tantos, e já te digo porquê. Ao clicar em um dos projetos na página principal, aparece uma outra de caráter explicativo, e não é uma qualquer; ela conta de forma linear e lógica o processo do desenvolvimento de cada um dos projetos do escritório. Se é mais fácil explicar um conceito por diagramas ou gráficos, é o que fazem. Não temem o uso das cores nem do excesso de informação, porque por trás de cada página existe uma estrutura de dinâmica visual que faz com que navegar pelo site do BIG ARCHITECTURE seja como ler um livrinho de contos.

Página principal do site do escritório B.I.G.
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Nessa terça houve a entrega da penúltima etapa para projeto. Em uma aula dinâmica e cheia de idéias para o bairro de Tetuán, Madri, tivemos que apresentar nossos vídeos, em três minutos, para conceitualizar proposta de cada dupla de trabalho. No nosso, resumimos o projeto em cinco estratégias, ou melhor, atitudes para Tetuán.
REATIVA + ATÚA + EXPLORA + POTENCIALIZA + EXTERIORIZA = ACORDA TETUÁN!!
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Cotidiano
Hoje, depois de uma semana de céu nublado, fez sol. Isso pode mudar alguma coisa? Bobagem. Mas para mim mudou. É bom, de vez em quando, ver as ruas e as pessoas coloridas.
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Cidades de Código Aberto
Em uma palestra da Casa Encendida com o escritório Ecossistema Urbano entendi melhor o conceito de Cidade com Código Aberto:
“Ainda não sabemos o que são as cidades de código aberto, mas temos a intuição de que levam dentro muitos ingredientes do futuro (sociologia, arquitetura, urbanismo, visão estratégica, inteligência coletiva…). Para planificar os próximos passos necessitamos de um plano de ação que estamos esses dias submetidos a debate. Não necessitamos grandes definições nem princípios definidos, só necessitamos possíveis propostas em torno a perguntas para seguir caminhando.”
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Três Minutos de Tetuán
“Três minutos de Tetuán” foi um exercício para aula de projeto. Tínhamos que, em dupla, montar um vídeo que resumisse o que sentimos ao visitar um antigo bairro de imigrantes em Madri: Tetuán. Ao passear por ali, o que vimos foi uma série de espaços abandonados - terrenos, apartamentos, esquinas, espaços comerciais e até edifícios. Assim, o que fizemos foi classificar esses lixos em “espacio basura”, tendo como modelo um antigo colégio de freiras, abandonado por dez anos, e que hoje funciona como centro cultural e social do bairro de Malasaña, também em Madri, chamado Pátio Maravillas. Divirtam-se!
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Por que eu gosto de você?
Não se pode entediar em uma cidade como Madri. Por cada lugar que passo, encontro atividades que me interessam. Esta semana, depois de dias de faxina no novo apartamento, começa a Semana de Arquitetura, uma semana lotada de conferências, visitas guiadas e debates sobre o tema. A cidade não pára. Por isso, eu não paro. E, se eu não paro, minha cabeça não pára. É lógico, eu sei, mas é por isso que eu gosto de você.
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Semana passada foi a apresentação final do projeto para Alterpolis, um atelier de idéias utópicas para a cidade de Madri. O resultado dessa experiência deveria ser uma maquete de 3×3m, mas para nosso grupo, composto pelo Estudio FAM + Rennó + Puentes resolveu montar uma plataforma de acesso à essa cidade utópica. Ela estará exposta no Matadero Intermediae, para quem quiser mais detalhes e ver como foi o desenvolvimento do trabalho: www.http://intermediae.es/project/intermediae/category/proyecto%20alter%20polis .
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Sobre o porquê
“Os estudantes de arquitetura e os arquitetos estão perdendo a capacidade de pensar sobre a essência das coisas, sobre a função, sobre o porquê de cada projeto, cada objeto, cada material. Hoje, o arquiteto projeta uma casa ou uma loja sem saber que aquilo é um pedaço de cidade. É a alma da arquitetura que está indo embora, perdendo o sentido. Arquitetura que eu considero de forma geral: projetar um livro, uma exposição, uma mesa, uma cadeira, um cenário, tudo isso é arquitetura.” – por Marcelo Ferraz, em PROJETO DESIGN.
Enquanto isso, torço para que mais reflexão e atitude estejam de volta, o quanto antes, nas pranchetas de São Paulo.
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Para variar um pouco
Fernando Díez em entrevista para a revista AU:
“AU SOBRE A TENDÊNCIA DE A ARQUITETURA ATUAL SE APOIAR MAIS NA TECNOLOGIA DO QUE NA ESTÉTICA, RENZO PIANO AFIRMOU EM RECENTE ENTREVISTA QUE, PARA ELE, NÃO EXISTE DIFERENÇA ENTRE ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO, EMBORA RECONHEÇA A IMPORTÂNCIA DE ASPECTOS SIMBÓLICOS AGREGADOS À CONSTRUÇÃO. NA SUA OPINIÃO, ESSA VISÃO SE APLICARIA À ARGENTINA, EMBORA AQUI PREDOMINE UMA ESTÉTICA MAIS RACIONALISTA?
DIEZ Piano projetou o Centro Pompidou com Richard Rogers há muito tempo, com a intenção de que a tecnologia fosse uma expressão racional. Creio que todos nós consideramos o Pompidou como um edifício com estética expressionista, um edifício ornamentado com a tecnologia. Algumas instalações foram projetadas para serem vistas, mas outras estão escondidas. É irônico: a maior parte da expressividade das instalações é forçada, se localiza no exterior do edifício. Como disse Robert Venturi “é muito caro ornamentar por meio da engenharia”. Não concordo com a idéia de Piano. A mim parece ingenuidade acreditar que existe somente uma forma de mostrar a relação entre tecnologia e estética.”
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Cicatrizes
As ruas já não estão mais esburacadas, no meu bairro. Agora, só é preciso desviar dos remendos salientes e esquecidos.
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MVRDV pelas dimensões
Entrevista com Winy Maas, do MVRDV. Que tal um pouco sobre dimensões na arquitetura?
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